A 4ª Monitoria de Avaliação do Plano de Ação Territorial (PAT) Capixaba-Gerais reuniu, de 11 a 13 de novembro, técnicos do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF), do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo (IEMA) e membros do Grupo de Assessoramento Técnico para avaliar o andamento das ações voltadas à conservação de espécies ameaçadas de extinção. A reunião, realizada de forma virtual, marcou mais uma etapa de revisão e planejamento do plano, que segue vigente até 2026.
O encontro avaliou as 39 ações previstas na matriz do PAT, distribuídas em sete objetivos estratégicos. O balanço apresentado mostra um cenário de avanços relevantes, mas também de desafios que exigem reforço institucional: 10% das ações concluídas; 28% em andamento dentro do prazo; 46% em andamento com algum tipo de entrave e 15% ainda não iniciadas ou concluídas.
Para a analista do IEF e coordenadora do plano em Minas, Gabriela Brito, os números revelam a necessidade de ajustes de rota. “Avançamos em pontos essenciais, mas ainda existem obstáculos que demandam maior articulação entre instituições e revisão de estratégias para garantir que todas as metas sejam alcançadas”, disse.
Continuidade e integração até 2026
Durante a monitoria, os participantes discutiram oportunidades de integração com iniciativas consolidadas no território, com o objetivo de potencializar o alcance das ações do PAT. Entre os principais pontos de sinergia identificados estão: projetos e instrumentos dos planos da Bacia do Rio Doce; ações relacionadas ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e iniciativas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
O objetivo é aproximar essas agendas e fortalecer resultados conjuntos em conservação de habitats e recuperação ambiental.
Avanços no território mineiro
A analista ambiental do IEF, Janaína Mendonça, destacou as ações realizadas em Minas que impactam diretamente os objetivos do PAT, incluindo capacitações, intercâmbios de boas práticas agrícolas e atividades do programa PRA Produzir Sustentável. Ela também anunciou o Manual de Boas Práticas Agrícolas, previsto para lançamento em breve.
Outros avanços citados incluem o fortalecimento de cooperativas e iniciativas de comercialização de produtos orgânicos, cursos online sobre Planos Municipais da Mata Atlântica e de regularização ambiental de imóveis rurais; elaboração de normas e procedimentos e melhorias nos sistemas do CAR e PRA, bem como ações de fomento florestal.
Na área de fauna, a servidora Lorena Nascimento relatou progressos ligados à fiscalização e regulação da extração de areia, elaboração de materiais educativos sobre ameaças ambientais e avanço no processo de atualização da Lista de Espécies Ameaçadas de Minas Gerais, cujo início está previsto para 2026.
Próximos passos
Com base no diagnóstico, as instituições envolvidas se comprometeram a aprofundar a análise das ações com entraves; promover ajustes de planejamento; intensificar a integração com políticas públicas já em curso, além de ampliar articulações com atores locais e parceiros estratégicos.
Sobre o PAT Capixaba-Gerais
O plano atua no Espírito Santo e nas regiões mineiras Nordeste e Rio Doce, com foco na conservação de cerca de 180 espécies ameaçadas que careciam de ações estruturadas. A iniciativa integra a Estratégia Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas e articula especialistas, instituições ambientais e parceiros territoriais. Saiba mais AQUI.
Ascom/Sisema

