Belo Horizonte foi palco, nos dias 22 e 23 de julho, do VII Congresso Brasileiro de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que reuniu gestores públicos, especialistas em conservação e representantes do setor ambiental para debater os desafios da preservação da biodiversidade por meio das reservas privadas. O encontro aconteceu no Centro Cultural Unimed-BH Minas e contou com programação técnica e estratégica para o fortalecimento das RPPNs como instrumentos de proteção da natureza.
Durante os dois dias, o congresso contou com mesas temáticas, painéis de discussão e troca de experiências e dados sobre as reservas particulares. Entre os temas abordados, destacaram-se as políticas públicas voltadas às RPPNs, as parcerias público-privadas, a contribuição do terceiro setor ao movimento RPPNista, a sustentabilidade em reservas privadas e os casos de sucesso envolvendo RPPNs corporativas.
O Diretor-Geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Breno Lasmar, participou da mesa “Políticas Públicas Voltadas às RPPNs”, na abertura do evento. Em sua fala, destacou o protagonismo de Minas e apresentou dados que demonstram o avanço do estado na criação de áreas protegidas — públicas e privadas. Minas Gerais conta atualmente com mais de 400 RPPNs, além de 95 unidades de conservação estaduais, somando mais de 2,3 milhões de hectares protegidos.
Ao destacar esse cenário, Breno ressaltou a diversidade de atores envolvidos no processo e valorizou o papel dos proprietários que aderem, de forma voluntária, ao modelo de reserva particular.
“Minas Gerais possui uma condição privilegiada no cenário nacional, com grande representatividade. Um aspecto importante é a participação ativa de pessoas físicas e jurídicas na criação das RPPNs, com destaque para o envolvimento de empresas e proprietários engajados na causa ambiental.”
Ele também pontuou que os avanços na proteção ambiental em Minas estão ligados ao compromisso com o desenvolvimento sustentável e à construção de políticas públicas que integrem conservação e crescimento.
“O estado tem avançado consistentemente na preservação da biodiversidade, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a proteção dos nossos recursos naturais.”
Outro destaque do congresso foi a troca de experiências entre especialistas de várias regiões, que compartilharam vivências sobre gestão e desafios das reservas nos biomas brasileiros. A importância das RPPNs para a conectividade entre áreas protegidas, a manutenção de corredores ecológicos e a defesa de espécies ameaçadas também esteve entre os temas em evidência. Houve espaço para debate sobre a ampliação de incentivos técnicos e financeiros que estimulem a adesão de novos proprietários à causa ambiental.
A realização do evento em Minas reforça o papel estratégico do estado na conservação da natureza e na articulação de políticas públicas ambientais. Casos reais, propostas integradas e iniciativas de fortalecimento das áreas protegidas privadas mostraram que, cada vez mais, a proteção ambiental se constrói com colaboração, engajamento e visão de futuro.
Com transmissão ao vivo e ampla repercussão, o congresso ampliou o alcance das discussões, reforçando a importância de tornar a agenda ambiental mais acessível e participativa, conectando setores em torno do mesmo propósito: garantir a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade para as próximas gerações.
Caroline Mércia
Ascom Sisema

