Minas Gerais realiza primeira reunião do Previncêndio em 2025

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Criado: Seg, 07 jul 2025 17:42 | Atualizado: Qua, 09 jul 2025 19:21
Com foco na prevenção e resposta rápida, estado apresenta ações para trabalho das equipes na prevenção e no combate aos incêndios florestais para o período crítico

Foto: Fotos: Cris Russo

O Governo de Minas Gerais deu início às ações de prevenção e combate aos incêndios florestais para o ano de 2025 com a realização da 1ª Reunião Ordinária da Força-Tarefa Previncêndio (FTP), realizada na sexta-feira (4/7). Coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a reunião marcou o lançamento oficial das ações da Força-tarefa Previncêndio 2025, reforçando o compromisso do Estado com a preservação ambiental e a segurança da população mineira.

A secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, conduziu a abertura do encontro e destacou o papel estratégico da Semad na articulação da força-tarefa e na construção de políticas integradas para enfrentamento ao fogo. “Minas tem enfrentado um cenário desafiador nos últimos anos, e os dados de 2024 mostram avanços importantes, mas também alertas. A prevenção precisa continuar sendo nossa prioridade absoluta”, afirmou.

Durante a reunião, foram aprovadas as ações que irão compor o Plano de Ação 2025, com destaque para os protocolos de acionamento das equipes, logística de alimentação e transporte, uso de drones e aeronaves e a medição das áreas atingidas por queimadas. As diretrizes buscam garantir uma resposta rápida e eficaz, com atuação articulada entre Semad, Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Instituto Estadual de Florestas (IEF), prefeituras e demais órgãos parceiros.

Balanço de 2024: avanços dentro das UCs, alerta no entorno

O relatório apresentado durante o encontro revelou que, em 2024, houve uma redução de 33,9% nas áreas queimadas dentro das Unidades de Conservação (UCs) estaduais. Por outro lado, as áreas do entorno registraram aumento preocupante de 59,7%, apontando para mudanças no comportamento dos incêndios florestais.

Segundo o analista ambiental do IEF, Anderson Rocha, 60% das ocorrências foram atendidas em menos de uma hora, evidenciando a melhoria na capacidade de resposta das equipes. Entre as UCs mais afetadas estão a APA Sul e o Parque Estadual do Itacolomi, enquanto outras como Ibitipoca e Rio Doce apresentaram crescimento de focos no entorno.

Condições climáticas e reforço à investigação

O meteorologista do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Heriberto dos Anjos Amaro, apresentou um cenário climático adverso para os próximos meses: inverno com chuvas abaixo da média, e setembro com altas temperaturas e baixa umidade, tornando-se o período mais crítico.

Diante disso, o plano prevê ações como queimas prescritas, envio de alertas por SMS, campanhas de conscientização e reforço na fiscalização ambiental. Também será intensificada a responsabilização pelos incêndios com a prioridade nos inquéritos em andamento, presença in loco das equipes para coleta de provas, uso de drones e apoio à perícia com sobrevoos para identificar focos e causas dos incêndios.

Investimentos e apoio aos municípios

Com recursos da compensação ambiental da atividade minerária, o IEF já contratou 900 horas de voo e quase 110 brigadistas já equipados, capacitados e dotados de veículos para resposta aos incêndios, distribuídos em 18 unidades operacionais, com atuação em mais de 50 UCs.

O programa Minas Contra o Fogo, também segue sendo peça-chave, com capacitação de brigadas municipais e entrega de equipamentos para as cidades que possuem unidades de conservação estaduais em seu território e que registraram focos de incêndios entre 2013 e 2024.

A secretária Marília Melo reforçou o protagonismo da Força-Tarefa Previncêndio. “Estamos diante de um desafio crescente, mas também de uma rede cada vez mais preparada e engajada. A Semad seguirá liderando com responsabilidade, ciência e união, para garantir que os próximos meses sejam marcados pela prevenção e não pela destruição”, concluiu.

Ascom/Sisema