Uma jaguatirica foi reintroduzida à natureza nessa quinta-feira (11/6), em uma área de mata próxima ao município de Piau, na Zona da Mata mineira, após passar por tratamento e recu-peração no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Juiz de Fora. A soltura foi rea-lizada por equipes do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
A fêmea havia sido atropelada às margens da rodovia MG-133 e foi resgatada em uma opera-ção que mobilizou profissionais do IEF, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar Rodoviária. O local escolhido para a soltura foi uma área florestal distante de rodovias e próxima à região onde o animal foi encontrado, favorecendo sua readaptação ao ambiente natural.
O resgate começou após motoristas que trafegavam pela rodovia avistarem o animal ferido e acionarem o Corpo de Bombeiros. Uma primeira tentativa de captura foi realizada durante a noite, mas a jaguatirica conseguiu se esconder em meio à vegetação, dificultando a localiza-ção devido à baixa visibilidade.
Na manhã seguinte, as equipes retornaram ao local e conseguiram localizar o animal em uma área de pastagem com o auxílio de um drone equipado com câmera térmica. A tecnologia, aliada ao trabalho das equipes em campo, foi fundamental para o sucesso da operação.
Após ser encontrada, a jaguatirica foi sedada e recebeu os primeiros atendimentos da médi-ca veterinária do IEF, Laura Oliveira. Em seguida, foi encaminhada ao Cetas de Juiz de Fora, onde passou por avaliação clínica completa e recebeu os cuidados necessários para sua recu-peração.
Durante o período de tratamento, a fêmea foi submetida a procedimentos como fluidotera-pia para correção de desidratação, exames radiográficos e acompanhamento veterinário es-pecializado. Após a constatação de que estava apta a retornar à vida livre, foi autorizada sua soltura.
“Durante a reabilitação, a jaguatirica permaneceu em ambiente isolado e recebeu alimenta-ção de presas vivas para preservar seu instituto natural. Após a alta média, escolhemos uma área de Mata Atlântica isolada de rodovias e em área protegida para realizar a soltura”, expli-ca a analista ambiental e bióloga do IEF, Sarah Stutz.
Conservação da fauna silvestre
Os Centros de Triagem de Animais Silvestres desempenham papel fundamental na conserva-ção da fauna em Minas Gerais. As unidades são responsáveis pelo acolhimento, tratamento, reabilitação e destinação adequada de animais silvestres encontrados em situação de risco, vítimas de acidentes ou de ações humanas.
Além de promover a recuperação dos animais, os Cetas contribuem para a preservação da biodiversidade ao possibilitar que indivíduos aptos retornem ao seu habitat natural.
Em casos de encontro com animais silvestres feridos, vítimas de acidentes ou em situação de risco, a orientação é não realizar o manejo por conta própria e acionar os órgãos responsáveis. Para mais informações sobre como proceder ou realizar entrega voluntária, clique aqui.
Emerson Gomes
Ascom/Sisema



