O Instituto Estadual de Florestas (IEF) teve papel de destaque no II Congresso & V Workshop de Reabilitação, Monitoramento e Conservação da Fauna Silvestre (RMC 2026), realizado entre os dias 7 e 10 de abril, em Belo Horizonte. O evento, sediado na Universidade Federal de Minas Gerais, reúne especialistas de todo o país para debater os desafios e avanços na proteção da biodiversidade.
Com participação na mesa de abertura, o IEF destacou o papel estratégico das políticas públicas e das ações técnicas desenvolvidas em Minas Gerais para a conservação da fauna silvestre. A atuação do instituto abrange iniciativas estruturantes que integram monitoramento, reabilitação e proteção de espécies, consolidando o estado como referência nacional na área.
Entre as principais frentes de atuação do IEF, estão os Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), responsáveis pelo acolhimento, tratamento e reintrodução de animais ao habitat natural, além da execução de programas e planos de ação voltados à proteção de espécies ameaçadas e de interesse conservacionista. Essas iniciativas contribuem diretamente para o fortalecimento da gestão da fauna no estado e para a redução de impactos como o tráfico de animais e a perda de habitat.
A diretora de Proteção à Fauna do IEF, Laura Homem, destaca que a atuação do instituto está diretamente conectada à construção de soluções efetivas para a preservação da biodiversidade. “A participação no congresso destaca a importância das ações de monitoramento e reabilitação para a conservação da fauna. O IEF desenvolve diversas iniciativas nessa área, como os centros de triagem e reabilitação de animais silvestres, os programas de conservação e os planos territoriais de ação para espécies ameaçadas”, afirma.
Segundo ela, essas ações são fundamentais para estruturar uma política pública consistente e baseada em evidências. “Cabe destacar também o papel das unidades de conservação, que são áreas protegidas de grande relevância para a conservação das espécies da fauna e da biodiversidade mineira”, completa.
O congresso é realizado pelo Instituto de Pesquisa e Conservação Waita, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Fauna Silvestre da UFMG, e se consolida como um dos principais fóruns científicos do país na área. A programação inclui mesas de debate, apresentações científicas e conteúdos institucionais, promovendo a integração entre academia, pesquisa aplicada, gestão pública e sociedade civil.
Ao reunir especialistas de diferentes regiões do país e representantes de diversas instituições, o RMC 2026 fortalece a articulação entre ciência e gestão pública, amplia a difusão de conhecimento técnico-científico e incentiva a formação de redes colaborativas. O evento também contribui para o desenvolvimento de estratégias mais eficientes de manejo e conservação, reforçando o papel de Minas Gerais como referência nacional na proteção da fauna silvestre.
Caroline Mércia
Ascom/Sisema

