IEF participa de debate nacional sobre atualização das regras para Reservas Particulares do Patrimônio Natural

Notícia

Seg, 15 jun 2026
Oficina promovida pelo ICMBio reuniu representantes de órgãos ambientais, entidades da sociedade civil e proprietários de reservas para discutir a modernização da regulamentação das RPPNs

Foto: Divulgação Sisema
Durante a oficina, foi destacada a importância crescente das RPPNs para a proteção da biodiversidade
Durante a oficina, foi destacada a importância crescente das RPPNs para a proteção da biodiversidade

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) participou, nos dias 10 e 11 de junho, em Brasília (DF), da Oficina de Regulamentação do Decreto das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O encontro reuniu representantes de órgãos ambientais estaduais e federais, organizações da sociedade civil e proprietários de reservas de diversas regiões do país para discutir propostas de atualização da legislação federal que orienta a criação e a gestão dessas áreas protegidas.

Representaram o IEF a gestora ambiental Lívia de Oliveira Martins e a diretora de Unidades de Conservação, Maria Auxiliadora Cotta, que participaram das discussões técnicas sobre o aperfeiçoamento do marco regulatório das RPPNs. Entre os principais temas debatidos esteve a necessidade de modernização do decreto federal em vigor desde 2006, adequando-o às transformações ocorridas nos últimos anos e aos novos instrumentos de incentivo à conservação ambiental em áreas privadas.

Durante a oficina, foi destacada a importância crescente das RPPNs para a proteção da biodiversidade, a conectividade entre áreas naturais e a ampliação da conservação em propriedades particulares. Também foram debatidos mecanismos capazes de fortalecer a sustentabilidade econômica dessas iniciativas e incentivar a criação de novas reservas.

Segundo Maria Auxiliadora Cotta, a atualização da regulamentação é fundamental para acompanhar a evolução das políticas de conservação e ampliar as oportunidades para os proprietários que investem na proteção ambiental. “Há uma tendência nacional de valorização das RPPNs como ativos ambientais, com acesso a mecanismos como Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), Cota de Reserva Ambiental (CRA) e outras fontes de financiamento. A atualização da regulamentação é fundamental para acompanhar essa evolução e fortalecer a conservação em terras privadas”, afirmou.

A oficina também reforçou a importância da participação dos diversos atores envolvidos na gestão das reservas particulares. Técnicos de órgãos ambientais, representantes de organizações não governamentais e proprietários de RPPNs compartilharam experiências e contribuíram com sugestões para o aprimoramento da norma federal, buscando garantir que as futuras diretrizes reflitam os desafios e oportunidades enfrentados na prática.

Outro destaque do encontro foi a apresentação da versão atualizada do Sistema Informatizado de Monitoria de RPPNs (SIMRPPN), desenvolvida pelo ICMBio. A plataforma passou por melhorias e agora poderá ser adotada por estados e municípios interessados em utilizar a ferramenta.

A adesão ao sistema é considerada estratégica para ampliar a integração entre os entes federativos e padronizar procedimentos relacionados à criação de RPPNs, à análise de processos administrativos e à avaliação de planos de manejo. A expectativa é que a ferramenta contribua para aumentar a eficiência, a transparência e a uniformidade da gestão dessas unidades de conservação em todo o país.
 
Ascom/Sisema