IEF participa de capacitação sobre trilhas e sinalização no Ceará

Notícia

Sex, 22 mai 2026
Curso realizado no Parque Nacional de Ubajara fortaleceu o intercâmbio técnico entre gestores ambientais e contribuiu para o avanço do projeto da Trilha Transespinhaço em Minas Gerais.

Foto: Divulgação/IEF
Os conhecimentos adquiridos irão subsidiar o planejamento de uma futura trilha de longo percurso conectando UCs da Cordilheira do Espinhaço, em MG
Os conhecimentos adquiridos irão subsidiar o planejamento de uma futura trilha de longo percurso conectando UCs da Cordilheira do Espinhaço, em MG

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) participou, entre os dias 11 e 15 de maio de 2026, do Curso de Manejo e Sinalização de Trilhas, realizado no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará, e em outras Unidades de Conservação (UCs) da região. A iniciativa reuniu cerca de 30 gestores de áreas protegidas federais, estaduais e municipais, além de representantes da sociedade civil.

A capacitação foi promovida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o IEF e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). O objetivo principal foi promover a troca de experiências sobre a implantação dos Caminhos da Ibiapaba, trilha de longo curso recentemente inaugurada no Ceará.

Os conhecimentos adquiridos irão subsidiar o planejamento de uma futura trilha de longo percurso conectando Unidades de Conservação da Cordilheira do Espinhaço, em Minas Gerais. A proposta busca ampliar a conectividade entre áreas protegidas, fortalecer o uso público sustentável e incentivar estratégias integradas de conservação ambiental.

A ação está alinhada às diretrizes do Fórum do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que incentiva a integração entre parques e áreas protegidas por meio de trilhas de longo curso. Iniciativas como a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (RBSE), o Programa G7 e o Projeto Copaíbas também contribuem para fortalecer o ambiente institucional voltado à conectividade territorial e à conservação da sociobiodiversidade.

Atividades práticas e intercâmbio técnico

O curso teve caráter teórico e prático, com atividades em campo voltadas ao manejo, drenagem, nivelamento e sinalização de trilhas. Os participantes também tiveram contato com técnicas de produção de placas e estruturas de orientação para visitantes.

Além disso, a capacitação permitiu aos gestores conhecer de perto uma experiência consolidada de trilha de longo curso, ampliando a compreensão sobre planejamento, governança, implementação e manutenção dessas iniciativas.

Participaram representantes das seguintes Unidades de Conservação estaduais mineiras: Parque Estadual de Grão Mogol, Parque Estadual Serra Nova e Talhado, Parque Estadual de Botumirim, Parque Estadual do Rio Preto, Área de Proteção Ambiental Água das Vertentes, Monumento Natural Estadual Serra do Raio e Várzea do Lageado, Parque Estadual do Itacolomi e Parque Estadual Serra do Intendente.

Fortalecimento da gestão ambiental

A participação do IEF na capacitação é considerada estratégica para fortalecer a gestão das Unidades de Conservação mineiras, especialmente na perspectiva de integração territorial da Serra do Espinhaço.

A futura implantação de uma trilha de longo curso na região pretende promover maior conectividade entre as unidades, ampliar o uso público qualificado e fomentar o desenvolvimento sustentável, respeitando os princípios do SNUC e as competências dos órgãos gestores.

Os participantes ressaltaram os ganhos técnicos e a importância da troca de experiências proporcionada pelo curso.

Para Italo, do Parque Estadual de Botumirim, a capacitação trouxe conhecimentos aplicáveis à realidade da unidade. “Saio com condições de aplicar técnicas mais eficientes de drenagem, nivelamento e sinalização, além de poder multiplicar esse conhecimento com a equipe”, afirmou.

Mariana, do Parque Estadual do Itacolomi, destacou o caráter inspirador da experiência. “Foi um curso excelente, que nos deixa preparados para avançar com novas estratégias de sinalização e melhorias no uso público das unidades”, disse.

Já Marcos Alexandre, do Parque Estadual Serra do Intendente, ressaltou a relevância do intercâmbio entre gestores. “A experiência contribuiu para avançarmos no planejamento da Trilha Transespinhaço e na discussão sobre governança e estruturação da iniciativa”, pontuou.

Breno, do Parque Estadual Serra Nova e Talhado, também enfatizou a importância da vivência prática. “Ver na prática o funcionamento de uma trilha de longo percurso amplia nossa visão e traz ideias que podem ser adaptadas às nossas unidades”, avaliou.

Ascom/Sisema