IEF conclui Plano de Uso Público do Parque Estadual Caminho dos Gerais

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Criado: Qua, 27 mai 2026 11:46 | Atualizado: Qui, 28 mai 2026 10:05
Documento estabelece estratégias para qualificar a visitação, fortalecer a conservação ambiental e ampliar a conexão da sociedade com o Parque Estadual Caminho dos Gerais

Foto: Evandro Rodney
Parque está inserido nos municípios mineiros de Mamonas, Monte Azul, Gameleiras e Espinosa
Parque está inserido nos municípios mineiros de Mamonas, Monte Azul, Gameleiras e Espinosa

O Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF) concluiu, em maio de 2026, o Plano de Uso Público do Parque Estadual Caminho dos Gerais, no Norte de Minas. O documento estabelece estratégias, diretrizes e prioridades de gestão voltadas ao fortalecimento da visitação, à qualificação da experiência dos visitantes e ao incentivo ao uso sustentável da unidade de conservação.

O Plano de Uso Público é um instrumento técnico que orienta o manejo da visitação e amplia as possibilidades de interação da sociedade com a unidade de conservação, conciliando turismo, educação ambiental e proteção da biodiversidade.

A elaboração do documento integra os avanços do IEF na estruturação de instrumentos específicos que compõem o portfólio dos Planos de Manejo das Unidades de Conservação estaduais. Segundo o instituto, ainda são poucas as unidades de conservação brasileiras que possuem um planejamento com nível de detalhamento semelhante ao adotado no documento do Parque Estadual Caminho dos Gerais.

De acordo com o gerente de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do IEF/MG, Edmar Monteiro, o plano representa um importante avanço para a gestão da unidade. “O Plano de Uso Público organiza e qualifica a visitação, além de ampliar as possibilidades de aproximação da sociedade com a unidade de conservação, sempre alinhado à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável da região”, destacou.

A construção do documento seguiu as orientações metodológicas publicadas em 2020 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que buscam padronizar esse tipo de estudo em âmbito nacional.

O trabalho foi desenvolvido no contexto do projeto Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a Biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), que é uma iniciativa do governo federal desenvolvida a partir das diretrizes da Convenção de Diversidade Biológica (CDB) e da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC). 

O projeto possui como agência financiadora o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, agência executora o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO e como parceiros o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade, Jardim Botânico do Rio de Janeiro e órgãos estaduais de meio ambiente. Entre as estratégias de ação previstas para o Projeto está a consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), incluindo a criação de novas Unidades de Conservação (UCs) e apoio àquelas já existentes."

O plano foi elaborado pela empresa Plantuc – Projetos Socioambientais e apresenta caráter inovador ao incorporar temas relacionados à equidade de gênero e ao papel da mulher na gestão e no uso das unidades de conservação, além do planejamento turístico em áreas protegidas.

O documento técnico está disponível para consulta na biblioteca virtual do Sisema por meio do portal Biblioteca do Meio Ambiente de Minas Gerais.
 
Ascom/Sisema