O Instituto Estadual de Florestas (IEF) marcou presença em dois importantes eventos acadêmicos realizados neste mês de novembro, reforçando seu compromisso com a conservação da biodiversidade e o diálogo entre ciência e gestão pública.
De 3 a 8 de novembro, o IEF participou do XVII Workshop do Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal da UFMG, realizado no Instituto de Ciências Biológicas (ICB), em Belo Horizonte. Representando o Instituto, a analista ambiental Gabriela Brito e a gerente da Gerência de Recuperação e Apoio à Pesquisa (GRAPE), Mariana Pimenta, apresentaram, respectivamente, as palestras “Planos de Ação como Ferramentas de Conservação de Espécies Ameaçadas: Experiências e Desafios em Minas Gerais” e “PRA Produzir Sustentável e as oportunidades de restauração ambiental em Minas Gerais”.
O convite teve como objetivo aproximar a comunidade científica das ações do IEF voltadas à conservação da flora. O evento reuniu mais de 100 participantes, entre professores, pesquisadores, pós-doutorandos e estudantes.
“Ter a oportunidade de externalizar nossas atividades é muito importante, pois a universidade tem sido uma das principais parceiras do IEF na pauta da conservação da biodiversidade. Foi uma troca muito rica que certamente vai nos aproximar ainda mais”, destacou Mariana Pimenta.
Durante o workshop, a educadora ambiental Nadja Simbera, da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte, também apresentou a palestra “Ciência Cidadã no Espinhaço Mineiro”, que destacou as ações realizadas no âmbito do Plano de Ação Territorial (PAT) Espinhaço Mineiro, coordenado pelo IEF com apoio do Projeto Pró-Espécies.
Nos dias 4 e 5 de novembro, o Instituto também participou do II Workshop da Rede Propagar, realizado em Belo Horizonte. Na ocasião, Gabriela Brito e Mariana Pimenta apresentaram a palestra “O Espinhaço e os Campos Naturais”, compartilhando os esforços do IEF na conservação dos campos rupestres, ecossistemas únicos e de alta relevância ecológica em Minas Gerais.
A Rede Propagar, formada por uma parceria entre as empresas APTA e Vale, tem como foco a pesquisa, inovação e conservação de espécies vegetais ameaçadas, raras e endêmicas do Quadrilátero Ferrífero, especialmente dos campos rupestres. O projeto busca desenvolver protocolos de germinação, cultivo e caracterização genômica, visando a propagação em larga escala e a perpetuação dessas espécies.
“Foi uma oportunidade importante de apresentar os esforços do IEF para a conservação dos campos rupestres e conhecer os demais trabalhos realizados pela Rede. Esperamos continuar juntos, ampliando as estratégias de proteção às nossas espécies”, afirmou Gabriela Brito.
O PAT Espinhaço Mineiro abrange uma área de 105.251 km², perpassando os biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Elaborado em 2020 e coordenado pelo IEF no âmbito do Projeto Pró-Espécies, o plano orienta ações integradas para a conservação de espécies ameaçadas e a restauração de ecossistemas estratégicos.
Saiba mais sobre o PAT Espinhaço Mineiro em: www.ief.mg.gov.br/biodiversidade/-pat-espinhaco-mineiro
Ascom/Sisema

