O Instituto Estadual de Florestas (IEF) participou do V Seminário da Palmeira Juçara, realizado na última semana, no município de Rio Novo do Sul, no Espírito Santo. Durante o evento, o órgão apresentou o Projeto AMA Juçara – Açaí da Mata Atlântica, iniciativa desenvolvida na Regional Mata que tem como foco a conservação da espécie e o fortalecimento de práticas sustentáveis.
Reconhecido como a capital capixaba da juçara, o município sedia anualmente o seminário, que reúne especialistas, produtores, instituições públicas e empresas envolvidas na preservação e no uso sustentável da palmeira.
Representando Minas Gerais, uma equipe do Parque Estadual do Ibitipoca participou das atividades técnicas do encontro. Entre elas, destacaram-se a visita à agroindústria Açaí Juçara e o acompanhamento de uma demonstração do açaíbot, tecnologia nacional desenvolvida para tornar a coleta dos frutos mais segura e eficiente.
Durante o seminário, o coordenador do projeto e servidor do parque, Eduardo Coelho, apresentou as principais ações realizadas nas Unidades de Conservação da Regional Mata. Entre as iniciativas estão a coleta e o beneficiamento do açaí juçara, a produção de mudas para fomento florestal, o mapeamento de fragmentos naturais e atividades de educação ambiental em escolas da região.
O projeto é desenvolvido em parceria com a Associação de Amigos e Moradores de Ibitipoca e conta com apoio do Fundo Casa Socioambiental, que viabiliza ações voltadas à preservação da espécie e ao fortalecimento das comunidades locais.
Segundo Eduardo Coelho, a participação em eventos nacionais é fundamental para ampliar o alcance das iniciativas. “É muito importante para o IEF participar de eventos que reúnem diferentes instituições e empresas engajadas na conservação e no uso sustentável da juçara. Nosso objetivo é trocar experiências e aprender com casos de sucesso para fortalecer nossa atuação”, destacou.
A juçara (Euterpe edulis) é uma palmeira nativa da Mata Atlântica e está ameaçada de extinção. Além de seu papel essencial na manutenção da biodiversidade, a espécie possui relevância socioeconômica, já que seus frutos representam uma alternativa de renda para produtores rurais e comunidades tradicionais.
Por meio do Programa de Regularização Ambiental e de ações de fomento florestal, produtores podem se cadastrar para receber mudas da espécie e cultivá-las em suas propriedades. A iniciativa reforça a integração entre conservação ambiental, geração de renda e promoção de uma alimentação saudável, contribuindo para o desenvolvimento sustentável no campo e nas áreas protegidas.
Wilma Gomes
Ascom/Sisema

